Preciso daquilo que os humanos chamam de amor, que nos escraviza docemente.
Quero ser, sentir-me viva, outra vez...
Incansável, irrevogável, é assim.
Esse sentimento parece me acolher, e me assegurar de que tudo na terra, ainda tem esperança, vida, bondade e paz. E no meio de tais utopias, percebo que estou errada. O amor não é o suficiente para o perdão, para estar junto, para suprir-nos de tudo. Mas de todas as certezas e incertezas, apenas sei que não erro em dizer que te amei; Talvez ame várias outras vezes, de diversas maneiras outros seres errantes. Mas você foi o primeiro, e este lugar nunca será substituído.
Por talvez me amar demasiadamente, você prossegue, seguindo o ciclo vicioso que a vida e a sociedade lhe impõe, alguma hora ou outra sendo vitima de saudade.
Eu por te amar sem restrições, parei no tempo, esperando o sol me acariciar as bochechas, me esquentando em meio a essa chuva incessante, que cai do céu grafite e melancólico.
Essa mania de querer parecer forte! Finjo que não foi nada, que irá passar, que tudo é consertável. Seria, se não fosse as lembranças, essas que me fazem cócegas no estômago durante o dia. Que me arrancam sorrisos nostálgicos.
Preciso saber tudo acabou, e que você, já não se importa mais.
Preciso amar novamente, confiar, sorrir e me conformar. E sei que o farei, porque... Preciso.
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