Madrugadas sem dormir: Silêncio e Sonhos

quarta-feira, 27 de junho de 2012


Quando deito minha cabeça no travesseiro, é quando as verdades não ditas doem mais. onde o silêncio da noite pinta a forma de um rosto, cuja lembrança , tão rápido, me devora. 
Os dias passam devagar, soam livres, acontecem naturalmente , o contrário das noites:  destinadas a assuntos que, talvez, jamais me abandonem. 
Entre desespero e dores iminentes, minto tão bem a mim mesma, que me convenço: realmente... A noite passa rápido até que se feche os olhos; contudo, positivamente, saboreio o soar de palavras tão lindas, já ditas com muita calma e certeza, hoje, jogadas ao vento, como quem não quer nada; feitas somente para os momentos onde sábias estrelas iluminam o céu. 
As memórias, sedutores e enganosas, mostram-me o passado acidental e semi perfeito; conduzem-me com sua voz aveludada a sonhos suplicantes: acreditáveis, quase reais e muito palpáveis; mas, isso é apenas algo a mais com que tenho que aprender a lidar, pois, por maior que sejam as dores, acredito que não sou a primeira, nem a ultima a sofrer com os males desta vida. 
Ao longo das madrugadas, continuo murmurando a frase que me concede forças: "Mas a alegria... sempre vem de manhã." Ditas essas palavras, logo meus olhos se fecham, para o que -ao meu ver- são doces reencontros, silenciosos, secretos. Meus e de mais ninguém. 

Sonhos são a minha maneira de viver o impossível, de tocar o proibido e deliciar-me com o desconhecido. Sobretudo é também: Mais uma maneira de ter aqui comigo. 

0 comentários:

Postar um comentário